Spirit e o inverno marciano.

 

                                                             fonte da imagem: xkcd 

A mais de 100 milhões de km da Terra, perdido nas gélidas areias de Marte, um robot legendário luta para sobreviver. Terá alguma chance?

Bye, bye Constellation

Dentro de algumas horas poderá ser anunciado o “enterro” do Programa Constellation e dos planos de retorno a Lua pelos americanos.

O administrador da NASA, Charles Bolden, irá realizar uma conferência de imprensa na próxima segunda-feira, 01 de fevereiro, às 03 EST, em foco  o orçamento da agência espacial americana para o ano fiscal de 2011.

Se isso for confirmado, o novo foguete Ares I, projetado para substituir o ônibus espacial e enviar futuros astronautas ao satélite da Terra, nunca mais voará.

Em vez disso, a aposta do governo Obama é desenvolver uma nova geração de foguetes de carga pesada que um dia será capaz de lançar missões tripuladas fora de órbita baixa da Terra, e possivelmente em Marte, mas isto deverá levar muitos anos ou mesmo décadas.

Enquanto isso, a Nasa mira em missões científicas de observação da Terra, especialmente para analisar e avaliar as mudanças climáticas, a médio prazo e longo prazo desenvolver novas tecnologias para as futuras missões tripuladas muito mais ambiciosas.

Além disso, também parece claro que a agência americana caminha no sentido da privatização do programa espacial, oferecendo incentivos às empresas para desenvolverem foguetes e cápsulas para funcionar como “táxis espaciais” capazes de transportarem astronautas até a Estação Espacial Internacional, um movimento que vai mudar de forma radical a política de exploração espacial da NASA.

 
A posição da Casa Branca coincide basicamente com as conclusões da Comissão Augustine, um grupo de consultores técnicos nomeados por Obama, que em um relatório em Outubro passado, disse que não havia fundos suficientes para voltar à lua.

A conferência terá lugar no E. James Webb Memorial Auditorium, na sede da NASA (300 E St. SW Washington) e terá também a participação do NASA Financial Officer Beth Robinson.

A conferência poderá ser acompanhada, ao vivo, através do canal de tv on-line da NASA, aqui:

Descolamento da retina

 

A retina

A retina é uma fina membrana localizada no fundo do olho, responsável pela captação da imagem através da luz que é enviada ao cérebro por meio do nervo óptico

Para que sua função seja exercida de modo eficaz, ela deve estar totalmente colada à parede chamada corioescleral, além de manter sua vascularização e pigmentação preservadas.

Cientificamente falando, a retina está intimamente associada ao vítreo e à coróide, duas estruturas bem próximas à retina e que também estão relacionadas à função de captação da imagem.

A retina é composta de células sensíveis à luz, os cones e os bastonetes. Essas células transformam a energia luminosa das imagens em sinais nervosos que são transmitidos ao cérebro pelo nervo ótico.

 

As imagens formam-se na região da retina bem na linha que passa pela pupila e pelo centro do cristalino, isto é, pelo eixo do globo ocular. Essa região, chamada de fóvea, é rica de cones, que são as células mais sensíveis à visão das cores. No resto da retina praticamente só tem bastonetes que são menos sensíveis às cores mas são mais sensíveis à baixa intensidade de luz. Na semi-obscuridade são os bastonetes que se encarregam de nossa visão.

DESCOLAMENTO DE RETINA

O principal sintoma do descolamento da retina é uma queda acentuada da visão, que pode em pouco tempo levar à sua perda total.

Mas, o que causa o descolamento da retina? Este descolamento freqüentemente é provocado pelo afinamento da retina, que dá origem à formação de “buracos” e pode, por sua vez, levar ao descolamento. Esta característica é mais freqüente em pacientes míopes e/ou idosos ; entretanto, também pode ocorrer após traumatismos oculares e/ou cirúrgicos.

As seguintes condições podem aumentar a chance de ocorrer um descolamento de retina:

  • história familiar de descolamento de retina
  • cirurgia de catarata prévia (1 a 2 %)
  • trauma ocular severo
  • descolamento de retina no outro olho
  • alta miopia
  • inflamações oculares do segmento posterior do olho (uveítes)
  • alterações degenerativas retinianas

Tratamento

O tratamento é cirúrgico e deve ser realizado o mais rápido possível.

Existem vários tipos de cirurgia:

  • Retinopexia convencional : uma faixa flexível de silicone é colocada ao redor do olho como uma contra-força empurrando a retina ao encontro da parede do olho.
  • Retinopexia pneumática: uma bolha de gás é injetada dentro do olho. A bolha empurra a retina para a parede do olho. Ela irá gradualmente desaparecer, até lá o oftalmologista pedirá para  o paciente fazer uma posição especifica de cabeça para ajudar na recuperação, normalmente sentado com a cabeça abaixada.
  • Vitrectomia: o gel vítreo é retirado do olho e substituído por gás ou óleo de silicone. Às vezes essa cirurgia é acompanhada da faixa de silicone.

A cirurgia é realizada com anestesia local e alta imediata. Segundo os especialistas é uma das cirurgias oculares mais longas (dura de 1 a 3 horas).

Pós-cirurgia

O repouso pós-opetarório é extremamente importante, principalmente na primeira semana.

Analgésicos, via oral, além de colírios antiinflamatórios e antibióticos serão usados para a recuperação.

É indicado ficar pelo menos quinze dias em repouso. A bolha de gás, se colocada, será reabsorvida pelo  organismo em aproximadamente um mês. Não é permitido viajar de avião ou mudar de altitude no caso de haver gás dentro do olho, ele pode expandir e causar um aumento da pressão intra-ocular, que causará dor intensa.

A recuperação visual é lenta e, em alguns casos, é necessário realizar mais de uma cirurgia para um melhor resultado funcional. O sucesso é diretamente proporcional ao diagnóstico precoce e à extensão e gravidade da lesão.

A visão pode demorar meses para voltar e em alguns casos, a visão não retornará totalmente. O sucesso anatômico, ou seja, o reposicionamento da retina é em torno de 90%. Em 50% dos casos é necessário uma nova cirurgia, sendo a principal complicação a proliferação vítreo-retiniana (7%).

Prevenção

O mapeamento periódico da retina pode vir a prevenir o descolamento. Quando o médico detecta qualquer alteração retiniana que possa levar ao descolamento, o tratamento é realizado com laser, de modo preventivo.

Moscas volantes

As chamadas moscas volantes são minúsculos grumos de gel ou células dentro do corpo vítreo, o fluido opaco com aparência de geléia que preenche o interior do olho. Elas podem ostentar formas diferentes, como pequenos pontinhos, círculos, linhas, nuvens ou teias de aranha. Estes objetos dão a impressão de estar diante do olho, mas de fato estão flutuando lá dentro. O que se vê são as sombras que projetam sobre a retina

O gel vítreo pode afastar-se da parede posterior do olho, provocando um descolamento do vítreo posterior, isto às vezes causa um pouco de sangramento no olho que pode aparecer na forma de moscas volantes. Esta é uma causa comum das moscas volantes.

Apesar de nem sempre indicarem problemas mais sérios, é importante procurar o oftalmologista para o exame cuidadoso da retina quando do aparecimento de clarões súbitos (flashes) ou quando notar a presença de novas moscas volantes, pois pode ocorrer a formação de buracos predispondo ao descolamento da retina pela tração do vítreo sobre ela.

A NASA publica o seu primeiro livro eletrônico gratuito

                                                            William H. Dana e seu X-15

 

A NASA acaba de publicar o seu primeiro livro eletrônico gratuito, tanto para o Kindle como para o Sony Reader (PDF).

O texto conta  os pormenores do programa de desenvolvimento dos aviões hipersônicos, mais especificamente, fala sobre o avião-foguete X-15.

Durante o desenvovimento do programa do X-15 vários voos testes superaram a altitude de 80 Km, altura que a USAF considera como já sendo um voo espacial.

O livro é fascinate para os amantes da aviação e da conquista espacial.

A maçã de Newton

 

O texto original  de como uma maçã caída inspirou a teoria da gravitação universal, do cientista Isaac Newton,  guardado nos arquivos da Royal Society de Londres, está agora disponível online.

O manuscrito original de 100 páginas em que o biógrafo de Newton, William Stukeley, conta essa história em 1752 é um dos primeiros “tesouros dos arquivos” dos séculos XVII, XVIII e XIX que a instituição britânica “tirou do pó” em seus 350º aniversário.

As faces do primeiro contato

 

                      

Um texto interessante, na minha opinião, que foi publicado na New Scientist, onde os cientistas Dirk Schulze-Makuch, Lynn Rothschild e Steven Benner especulam sobre como poderiam ser as formas de vida nos diferentes lugares do Sistema Solar, fora da Terra.

Os patógenos causadores da diarreia no Brasil estão mudando

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a diarreia está entre as principais causas de mortalidade infantil, matando cerca de 2 milhões de crianças a cada ano em todo o mundo – especialmente nos países em desenvolvimento. No Brasil, a doença também é uma das maiores causas de mortes de crianças.

Um estudo epidemiológico realizado durante dois anos por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) com crianças de João Pessoa (PB) sugere que os patógenos causadores da diarreia no Brasil estão mudando. A pesquisa mostrou que o mais prevalente dos agentes associados à doença é a bactéria Escherichia coli enteroagregativa (EAEC) e não mais a Escherichia coli enteropatogênica clássica (EPEC), que causava a maior parte dos casos há algumas décadas.

A pesquisa, cujos resultados foram publicados na revista Diagnostic Microbiology and Infectious Disease, foi coordenada pela professora Marina Baquerizo Martinez, do Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas (FBC) da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP.

Segundo Marina, autora principal do artigo, o estudo analisou amostras de fezes extraídas de 290 crianças com diarreia e 290 crianças saudáveis (grupo de controle). A Escherichia coli diarreiogênica foi o patógeno mais prevalente associado à diarreia aguda, correspondendo a 48,3% dos microrganismos isolados. A variedade enteroagregativa foi a mais comum: 25%. Apenas 7,9% dos patógenos isolados eram Salmonella.

“Temos estudos feitos nas décadas de 1980, 1990 sobre a etiologia – ou fatores causais – da diarreia. Comparando o estudo feito na Paraíba com essa série histórica, podemos observar que na década de 2000 houve uma diferença acentuada em relação ao microrganismo que mais incide na população. Até agora, a Escherichia coli enteroagregativa não havia sido identificada no Brasil como agente principal da diarreia aguda”, disse Marina à Agência FAPESP.

Realizada entre 2004 e 2006, a pesquisa teve seus resultados aceitos para publicação em 2008, mas veiculados apenas em janeiro de 2010. Marina explica que, para estudos epidemiológicos, os dados podem ser considerados atuais.

“É importante fazer esse tipo de pesquisa porque, quando a criança com diarreia é atendida por um médico, o exame para identificação do agente causador da doença não faz parte da rotina. O estudo epidemiológico permite saber quais são os patógenos em circulação no país. Isso é relevante, pois a caracterização do perfil etiológico da diarreia nos primeiros anos de vida permite o estabelecimento de políticas locais de vigilância, tratamento e profilaxia da doença diarreica”, disse a pesquisadora, que atualmente coordena três projetos de Auxílio à Pesquisa – Regular apoiados pela FAPESP.

De acordo com a professora, vários agentes emergentes têm sido identificados nos últimos anos, como o rotavírus. “Nas décadas de 1970 e 1980 o agente mais importante era a Salmonella e EPEC. Mais tarde o rotavírus passou a ser um agente causador importante – tanto que a vacinação para esse microrganismo passou a ser oferecida na rede pública. Agora temos a prevalência da EAEC”, explicou.

Os estudos epidemiológicos visando a identificar a virulência dos patógenos em circulação e as pesquisas sobre a etiologia mudaram, gradualmente, o tratamento da doença.

“Na década de 1980 muitas crianças eram internadas com diarreia causada por Salmonella e por EPEC Hoje, graças a estudos sobre a etiologia da doença, foi possível tratá-la de forma mais global e passou-se a divulgar a necessidade de hidratar a criança o mais cedo possível. O resultado disso é que hoje as crianças não são mais internadas nesse caso”, explicou.

A pesquisadora afirma que o grupo se surpreendeu com a prevalência da Escherichia coli. “Achávamos que no Nordeste brasileiro a etiologia da diarreia permanecia a mesma, com predominância da Salmonella. Foi uma surpresa ver que a região tinha esses agentes atípicos como causa da diarreia aguda”, disse.

 

O artigo Etiology of childhood diarrhea in the northeast of Brazil: significant emergent diarrheal pathogens, de Marina Baquerizo Martinez e outros, pode ser lido por assinantes da Diagnostic Microbiology and Infectious Disease em www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18508227.

Fonte original

Escada de Jacob

     

Na Maçonaria encontramos no Painel da Loja de Aprendizes uma escada, denominada Escada de Jacob que simbolicamente representa a ligação entre a Terra e os Céus. A origem desse simbolismo deve-se à visão de Jacob, registrada no Velho Testamento, Gênesis 28 versículos:10,11,12, 17 e 18.

Mas não é sobre esta Escada de Jacob que quero falar, e sim de um brinquedo que é conhecido nos quatro cantos do mundo, como o brinquedo das formas. No Brasil, dependendo da região e da época, este brinquedo recebe nomes diferentes, na região Nordeste do Brasil ele é conhecido como “Traca-Traca”, que representa a batida repetidas vezes das madeirinhas uma nas outras, dando a idéia do som de uma catraca.

Aqui temos como construir uma Escada de Jacob, passo-a-passo, segundo os ensinamentos de Marcos Teodorico P. de Almeida.

Boa diversão!

Fora de combate!

 

Olá a todos!

Ainda me recuperando de uma cirurgia, por causa de uma ruptura de retina, ficarei ainda um tempinho “na reserva”. Obrigado.

                      

 

Ildefonso

O blefe do apagão

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, INPE, na pessoa de seu diretor Gilberto Câmara, divulgou na última quinta-feira (3/12), relatórios onde analisa as condições atmosféricas na região do sistema Itaipu, no dia em que ocorreu o “apagão” que atingiu vários estados do Brasil.

                          

                                                     crédito da imagem: Rede Vanguarda

Os relatórios foram elaborados pelos técnicos do Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) e do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do INPE e apresentados durante reunião na Comissão de Infraestrutura do Senado, em Brasília.

O relatório sobre a incidência de raios mostra que na tarde do dia 10, horas antes da interrupção do fornecimento de energia elétrica, a rede BrasilDat registrou que as linhas de transmissão do sistema Itaipu foram atingidas diversas vezes por descargas atmosféricas com intensidades superiores a 50 kA. Já no horário da interrupção do fornecimento de energia, às 22h13, as descargas tinham diminuído consideravelmente.

A análise detalhada das descargas registradas entre às 22h10 e 22h16, próximas às linhas de transmissão de Itaipu e da subestação de Itaberá, indica a ocorrência de descargas de fraca intensidade (< 16 kA) e distantes mais de 9,2 km de uma das linhas de 600 kV e mais de 30,5 km da subestação de Itaberá.

O ELAT/INPE estimou ainda a probabilidade de que uma descarga tenha atingido diretamente cada uma das cinco linhas de transmissão de Itaipu ou a subestação de Itaberá. A probabilidade é inferior a 15% para descargas fracas, isto é, com intensidades inferiores a 25 kA. Para descargas com intensidade acima de 25 kA, as probabilidades são praticamente nulas.

Confira aqui a apresentação do diretor Gilberto Câmara no Senado

Confira aqui o relatório completo do ELAT/INPE, sobre a incidência de raios

Confira aqui o relatório completo do CPTEC/INPE, sobre as condições do tempo

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